Arquivo mensal: janeiro 2020

L’uomo è per intero se stesso solo superandosi

“Quando parliamo dell’uomo pensiamo anzitutto alla natura umana in se stessa, ossia in quanto si distingue da quella animale. La natura specificamente umana è fatta di centralità e di totalità e, perciò, d’oggettività, questa essendo la capacità d’uscire da se medesimi e quella di concepire l’assoluto. In primis oggettività dell’intelligenza: capacità di vedere le cose quali sono in sé; dopo oggettività della volontà, donde il libero arbitrio; e infine oggetività del sentimento, o dell’anima se si preferisce: capacità di carità, d’amore disinteressato, di compassione. Noblesse oblige: il ‘miracolo umano’ deve avere una ragion d’essere proporzionata alla sua natura e questo predestina — o condanna — l’uomo a superarsi; l’uomo è per intero se stesso solo superandosi. Paradossalmente soltanto trascendendosi l’uomo si colloca sul proprio piano; nello stesso modo quando rifiuta di trascendersi si pone sotto all’animale che — con la sua forma e la sua maniera di contemplatività passiva — partecipa in modo adeguato e innocente a un archetipo celeste; in una certa visuale l’animale nobile è superiore all’uomo vile.”

Frithjof Schuon, Il Senso dell’Assoluto, Edizioni Mediterranee, Roma, 2018, p. 43.

Foto: Sri Anandamayi Ma (1896 – 1982)

50 mil acessos e uma nota já publicada

FS

Este website fez seis anos e completou agora 50 mil acessos, com mais de cem notas (posts) publicadas, três livros online, uma entrevista, vários ensaios e outros recursos.

Em 2019 produzimos menos e tivemos também um número menor de acessos, mais de 7 mil, contra mais de 11 mil em 2018. Mesmo assim, estamos satisfeitos com o que pôde ser feito e agradecemos a Deus por ter-nos permitido continuar com este trabalho.

O que importa — ensinam-nos Schuon, Guénon, Burckhardt e todos os grandes mestres — não é a quantidade, mas a qualidade. Se uma palavra de uma só nota desta publicação tiver ajudado concretamente uma pessoa a aproximar-se mais de Deus e a renovar sua compreensão e sua fé, já estaremos muito felizes.

Mas sabemos que mais de uma pessoa encontrou aqui algo que a ajudou, em algum momento, em alguma medida, em seu esforço espiritual. A Deus o louvor — e continuemos o trabalho.

Falando em esforço, ocorre-nos repetir aqui um excerto dos escritos de Schuon que já foi objeto de uma nota anterior:

“Na realidade, o que separa o homem da Realidade divina é uma barreira mínima: Deus está infinitamente próximo do homem, mas este está infinitamente longe de Deus. Esta barreira, para o homem, é uma montanha; o homem se põe diante de uma montanha que ele deve desfazer com suas próprias mãos. Ele cava a terra, mas em vão, a montanha continua ali; o homem, entretanto, continua a cavar, em nome de Deus. E a montanha se desvanece. Ela jamais existiu.”

(Frithjof Schuon, Les Perles du Pèlerin)

 


Foto: Frithjof Schuon num bosque perto de sua casa em Bloomington, Indiana (EUA).