Arquivo mensal: março 2020

Toda sanção divina é a inversão de uma inversão

O que dissemos das sanções divinas e de sua raiz na natureza humana ou no estado de desequilíbrio desta aplica-se também, do ponto de vista das causas profundas, às calamidades deste mundo e à morte: tanto esta como aquelas se explicam pela necessidade de um choque de retorno depois de uma ruptura de equilíbrio. (…)

Toda sanção divina é a inversão de uma inversão. (…)

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"Dedica tua mente a Brahman… a morte não te destruirá."

Srî Ramana Maharshi (1879-1950)

O santo Vasishta disse:

“Uma vez pedi ao santo sábio Bhushunda que nos dissesse como foi capaz de escapar das mãos da Morte, quando todos os outros seres no mundo estão fadados a serem esmagados por suas mandíbulas que tudo devoram.

Bhushunda disse:

‘Senhor, tu que sabes todas as coisas vem então perguntar a mim o que sabes tão bem? Tal ordem do Mestre encoraja seu servo a falar quando este, caso contrário, teria refreado sua língua.

‘A morte não destruirá aquele que não adorna seu corpo com as joias de seus viciosos desejos, como um bandido não mata um viajante que não tem uma preciosa corrente de ouro em volta de seu pescoço.

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Platonici e Cristiani

Per i Platonici — nel senso più ampio — il ritorno a Dio è dato dal fatto dell’esistenza: il nostro essere stesso offre la via del ritorno, poichè questo essere è di natura divina, altrimenti non sarebbe niente; bisogna pertanto ritornare, attraverso gli strati della nostra realtà ontologica, fino alla Sostanza pura, che è una; così diventiamo perfettamente “noi stessi”.

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L’uomo è come sospeso tra il Cielo e la terra

L’uomo è come sospeso tra il Cielo e la terra, o tra il Principio e la manifetazione universale, cosa che lo destina a vivere in due dimensioni: da un canto ha in modo esistenziale il diritto di fare l’esperienza dei doni della natura, diversamente la condizione umana terrestre non avrebbe contenuto positivo; ma dall’altro ha il dovere spirituale di rinunciare all’eccesso, se no perderebbe la sua relazione con la dimensione celeste e pertanto la sua salvezza. Ciò significa che l’uomo può, e deve, essere a un tempo “orizzontale” e “verticale”, l’antinomia che ne consegue è lo scotto dello stato umano, porta dell’immortalità beata.

Quindi, al contrario de un idealismo soltanto ascetico per il quale il solo principio sacrificale è spiritualmente efficace, la dimensione celeste è pure nella nobiltà e profondità della nostra maniera di percepire e assimilare i fenomeni positivi; questa prospettiva trova la sua giustificazione nella trasparenza metafisica dei simboli e nel mistero d’immanenza, e altrettanto nella deiformità innata dello spirito umano. Ma, essendo, sulla terra, non possiamo uscire dalle limitazioni della condizione terrestre: se è vero che il mondo manifesta il Cielo, in pari tempo se ne allontana; non possiamo sfuggire a tale ambiguità della creazione.


Frithjof Schuon, La Trasfigurazione dell’Uomo, Edizioni Mediterranee, Roma, 2016, p. 87.

Verdade e fé

A verdade é estática, enquanto a fé é dinâmica (…)

O equilíbrio entre a verdade e a fé é análogo àquele entre a doutrina e o método, ou entre a mente e a alma; a mente bem disposta admite abstratamente a verdade, mas falta muito para que a alma a admita concretamente na mesma proporção ou segundo o mesmo ritmo; é à alma, bem mais que à mente, que se dirigem estas palavras: “Bem-aventurados aqueles que não viram, mas mesmo assim acreditaram.”

A fé é, antes mesmo de seus conteúdos particulares, nossa disposição para crer divinamente possível o que humanamente não o é.


Frithjof Schuon, Logique et Transcendance, Les Éditions Traditionnelles, 1970, cap. 7. Tradução de Mateus Soares de Azevedo.

Foto: Sacerdotes balineses com rosários e sinos de oração em cerimônia religiosa. Imagem de domínio público colhida na Wikimedia Commons. Para acessar o arquivo original, clique aqui.