Cristãos e Muçulmanos: Atitudes Islâmicas em relação ao Cristianismo (2)

CRISTÃOS E MUÇULMANOS: O QUE ELES DIZEM UNS DOS OUTROS?

Introdução

1) Atitudes 2) A Importância da Ortodoxia 3) O Ciclo Descendente

Atitudes cristãs em relação ao Islã

1) Os Evangelhos e os Atos dos Apóstolos    2) A Virgem Maria    3) Papas    4)  Cardeais    5) Bispos católicos    6) Monges católicos    7) Reis e cavaleiros    8)  Cristianismo oriental    9) Protestantes    10) Ministro de Estado    11) Cronistas

Atitudes islâmicas em relação ao Cristianismo

1) Alcorão    2) Mohammed    3) Califas    4) Sufis    5) Sultões e santos    6) Historiadores


2) MOHAMMED

a) Alguns ditos do Profeta Mohammed relevantes para o Cristianismo

Todo filho de Adão, no seu nascimento, é tocado por satã, exceto o filho de Maria e sua mãe.

A todo aquele que engana um cidadão não-muçulmano, ou usurpa suas posses, Eu serei seu acusador no Dia do Juízo.

Um dia, uma procissão funerária passou pelo Profeta Mohammed, e ele se levantou em sinal de respeito. Quando observaram que o caixão era de um judeu, ele respondeu: “E não era ele um ser humano?”

Se qualquer um dá testemunho de que não há deus a não ser Deus, o qual não tem associado, que Mohammed é Seu servo e mensageiro, que Jesus é Seu servo e Mensageiro, o filho de Sua serva, Seu Verbo, que ele introduziu em Maria, e um Espírito vindo d’Ele, e que o Paraíso e o inferno são reais, então Deus o fará entrar no Paraíso, não importa o que ele tiver feito.

b) Mohammed protege o ícone da Virgem e do Menino

Dentro da Caaba, em Meca, as paredes estavam cobertas com imagens de ídolos. Osmã, companheiro de Mohammed, estava pintando as paredes para cobrir essas imagens. Entre elas, havia um ícone da Virgem Maria e do Menino Jesus. Colocando sua mão sobre o ícone, para protegê-lo, Mohammed disse a Osmã que cobrisse de tinta todas as outras imagens, com exceção de uma de Abraão.

c) Uma carta de Mohammed

Em 628, Mohammed enviou uma carta de apoio aos monges do Mosteiro de Santa Catarina, no Monte Sinai. A carta menciona os direitos concedidos ao mosteiro, particularmente a liberdade de culto, a liberdade de possuir propriedade e mantê-la, a proteção de cristãos, e seu direito de proteção mesmo na guerra.

O teor da carta é o seguinte:

“Esta é umamensagem de Mohammed ibn Abdullah, como um acordo com aqueles que adotam o Cristianismo, perto e longe; estamos com eles. Em verdade, eu, meus servos, meus auxiliares e meus seguidores os defendemos, porque os Cristãos são meus cidadãos; e, por Allâh, eu os protejo de qualquer coisa que possa desagradá-los.

“E seus juízes não devem ser removidos de suas posições, nem seus monges de seus monastérios. Ninguém deve destruir uma casa de sua religião, causar dano a ela, ou tirar dela qualquer coisa para levá-la a casas de muçulmanos. Se qualquer um fizesse uma dessas coisas, prejudicaria o acordo de Deus e desobedeceria Seu Profeta. Em verdade, esses são meus aliados, e eles têm meu decreto garantido contra tudo o que eles odeiam. Ninguém deve forçá-los a viajar, ou obrigá-los a lutar. Os muçulmanos devem lutar por eles. Se uma mulher cristã se casar com um muçulmano, isso não deve acontecer sem que ela tenha dado seu consentimento. Ela não deve ser impedida de ir à sua igreja para rezar.

“Suas igrejas devem ser respeitadas. Eles não devem nem ser impedidos de fazer-lhes os devidos reparos, nem a sacralidade de seus acordos. Nenhum muçulmano deve desobedecer o acordo até o fim dos tempos.” (ver também p. 101)

O original desta carta chegou às mãos do sultão otomano Salîm I e está conservado no Museu Topkapi, em Istambul.

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