William Stoddart

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William Stoddart nasceu em 1925 na cidade de Carstairs, no sul da Escócia. Fez seus primeiros estudos naquela localidade, e depois frequentou a Universidade de Glasgow, onde estudou francês, alemão e espanhol. Desde aquele começo, ele sempre foi um entusiasta dos tesouros das línguas e literaturas europeias ocidentais. Mais tarde, na mesma universidade, ele se formou em Medicina, continuando seus estudos nesta área nas universidades de Edimburgo e Dublin.


Cristãos e Muçulmanos: o que eles dizem uns dos outros?, de William Stoddart

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Em 1945, aos vinte anos, Stoddart descobriu os escritos de Ananda Coomaraswamy. Isso mudou sua vida de forma decisiva dando-lhe uma direção definida. Pela primeira vez, ele começou a entender o que “objetividade” e verdade absoluta significavam. Num dos livros de Coomaraswamy, Stoddart deparou-se com o nome de René Guénon e, tento percebido que se tratava de alguém importante, ele experimentou em 1946 sua primeira leitura da obra de Guénon. Dessa experiência, ele disse: “Eu achava difícil acreditar que qualquer um pudesse ir tão mais longe do que Coomaraswamy, mas Guénon certamente ia.” Mas havia mais – muito mais – por vir. Em sua primeira visita a Paris, em 1947, ele descobriu, numa livraria na margem esquerda do Sena, a revista Études Traditionnelles, que publicava os escritos de Guénon. Stoddart imediatamente assinou esta revista, e comprou todos os números atrasados disponíveis. Diz ele: “Eu repassei aqueles números atrasados um a um, lendo sistematicamente todos os artigos da autoria de Guénon. Depois examinei os outros artigos. Uma noite, tive minha atenção atraída por um artigo chamado ‘Modos de Realização Espiritual’. Assemelhava-se aos de Guénon, de modo que mergulhei nele e, conforme eu vagarosamente o ia percorrendo, senti como se todo um ‘Taj Mahal’ de verdade – cristalina e ‘simétrica’ – fosse erguida diante de meus olhos! Este artigo ia tão mais longe do que René Guénon! Como isto era possível? Era como se o leitor fosse transportado corporalmente ao Reino dos Céus! Eu me perguntei: ‘Quem pode ser o autor de tal artigo?’ Então, procurei o nome do autor e li ‘Frithjof Schuon’. Eu imediatamente peguei toda a coleção da Étude Traditionnelles que eu tinha e procurei tudo que esse Frithjof Schuon havia escrito. Naquela época, eram só uns poucos ensaios, mas felizmente havia alguns. Eu os li com a maior concentração, e fui totalmente arrebatado por eles.”

Stoddart formou-se em medicina em 1949. Depois de trabalhar alguns anos como clínico geral, tornou-se pesquisador na indústria farmacêutica, uma ocupação que continuou pela maior parte de sua vida.

Stoddart fez sua primeira visita a Lausanne, onde residia Frithjof Schuon, em 1950. Lá ele se encontrou com muitos dos amigos de Schuon. Três anos depois, em 1953, ele retornou a Lausanne, com o objetivo único de se encontrar com o próprio Schuon. Esse foi o primeiro de muitos encontros com o grande filósofo, pois daí em diante Frithjof Schuon foi o mentor espiritual de Stoddart. A partir daqueles dias, Stoddart também teve uma relação próxima com o amigo e colaborador de Schuon Titus Burckhardt.

As pessoas muitas vezes perguntam a Stoddart como Schuon era, e o que ele poderia lhes contar a respeito dele. Numa entrevista com Michael Fitzgerald (2005) ele descreveu Schuon da seguinte maneira: “Schuon era uma combinação de majestade e humildade; de rigor e amor. Ele era feito de objetividade e incorruptibilidade aliadas à compaixão. Encontrando-me com ele muitas vezes durante quase cinco décadas, as qualidades pessoais imediatas que constantemente me impressionaram eram sua infinita paciência e sua infinita generosidade.”

Stoddart traduziu para o inglês vários dos livros franceses de Schuon, bem como alguns livros alemães de Titus Burckhardt. Também tomou parte no projeto de tornar disponível em inglês a vastíssima coleção de poemas alemães de Schuon.

Stoddart viajou por toda a Europa e fez muitas visitas a religiões e países não-europeus: o Islã (no Marrocos, na Turquia e na Bósnia); o Hinduísmo (na Índia); o Budismo Hînayâna (no Sri Lanka), e o Budismo Mahâyâna e o Xintoísmo (no Japão).  À luz de suas leituras e viagens, Stoddart escreveu três pequenos livros: Hinduísmo, O Budismo ao seu Alcance, e Sufismo: as doutrinas e os métodos místicos do Islâ. Cada um desses livros foi publicado em várias línguas além do inglês. Ele também contribuiu com artigos para várias revistas cultas de diversos países. Os livros e ensaios de Stoddart foram elogiados por sua clareza e, em particular, por seu caráter “sintético”.

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