Por novos problemas técnicos, a transmissão da segunda conferência das Schuon Lectures foi também cancelada. As conferências estão sendo gravadas e serão disponibilizadas online: é só a transmissão que não acontecerá hoje.
A Editora Stella Maris, como apoiadora do evento, pede desculpas em nome dos organizadores.
Schuon Lectures 2026 – 2º dia

Hoje continuam as Schuon Lectures 2026 (Conferências Schuon de 2026), em seu segundo dia. Serão quatro temas em quatro dias, expostos por Michael Fitzgerald. Transmissão no inglês original, somente.
Link para acesso: https://www.youtube.com/live/MFl1RLRc87A
Ontem, infelizmente, houve um problema técnico e a primeira palestra foi gravada, mas não transmitida. Será disponibilizada posteriormente online.
Na fala de hoje, Fitzgerald fará uma avaliação do cientificismo, da cosmologia moderna e da evolução transformista, seguida por uma comparação com o ponto de vista Perenialista, incluindo a doutrina dos ciclos cósmicos. “Este pano-de-fundo e os ensinamentos de Schuon nos permitem considerar se nossa sociedade está vivendo um progresso perpétuo rumo a uma utopia material e a uma humanidade esclarecida.”
A Editora Stella Maris está apoiando as Schuon Lectures.
O palestrante, Michael Oren Fitzgerald, é um escritor e editor dos EUA que se distinguiu por sua associação com dois grandes líderes espirituais: o filósofo Frithjof Schuon e Thomas Yellowtail, medicine-man e chefe da Dança do Sol dos índios Crow. Fitzgerald escreveu uma importante biografia de Schuon [publicada pela Editora Stella Maris] e gravou e produziu um notável livro sobre Yellowtail e sua mensagem espiritual. É muito atuante na proteção das tradições e das línguas dos índios dos EUA.
Começam hoje as Schuon Lectures 2026

Começam hoje nos EUA, às 15 horas do Brasil, 19 horas de Portugal, as “Schuon Lectures”, conferências online, em inglês, sobre a obra e a mensagem de Frithjof Schuon.
A participação é gratuita e aberta a qualquer pessoa. As conferências estarão disponíveis no YouTube.
O tema de hoje é a mensagem espiritual dos índios da planícies da América do Norte e qual foi o papel de Schuon na preservação dessa tradição.
O tema de amanhã é: “Os perenialistas são contra o mundo moderno?”, exposição feita com base nos ensinamentos de Frithjof Schuon.
O coordenador das Schuon Lectures deste ano é Michael Fitzgerald. As Schuon Lectures estão sendo apoiadas pela Editora Stella Maris, entre outros.
Para maiores informações: https://schuonlectures.org/
ou
Publicado “Sufismo”, de William Stoddart
O livro Sufismo, Caminho do Coração, de William Stoddart — reedição de Sufismo, Doutrina Metafísica e Via Espiritual no Islão —, já está publicado em português e disponível nos marketplaces da Amazon. Em breve deve estar disponível na UmLivro, na Estante Virtual e no Mercado Livre.
Confira no website da Editora Stella Maris, clicando aqui.
“Sufismo”, de William Stoddart

A Editora Stella Maris está terminando de preparar sua edição de Sufismo, clássico de William Stoddart (1925-2023). O livro é publicado com um subtítulo novo: “O Caminho do Coração”. A explicação da editora é a seguinte:
“Para esta edição deste clássico, os editores decidiram substituir o subtítulo original, ‘Doutrina Metafísica e Via Espiritual no Islã’, por ‘O Caminho do Coração’. Isso por dois motivos.
“Primeiro, para enfatizar que o Sufismo é o coração do Islã. O coração de uma religião não é sempre visível, mas ele está ali, batendo, enviando o sangue para todo o corpo religioso. Quando deixa de bater, a religião decai e morre. Embora decadente sob vários aspectos, o Islã não morreu. Portanto, aqui e ali, de uma ou de outra forma, o Sufismo está necessariamente vivo.
“Segundo, para lembrar que o centro espiritual do ser humano é o Coração, não a mente. É o Coração a sede do Intelecto e do Espírito divino. E o Sufismo, como explica Stoddart, é o caminho para esse centro, para a união com o Divino, tanto intelectual como operativamente, num ou noutro grau.”
A editora explica ainda que o livro é de certa forma uma introdução à Filosofia Perene, por mostrar na prática como esta filosofia compreende em profundidade uma forma sagrada como o Sufismo.
A obra nunca foi publicada no Brasil, mas o foi em Portugal, em 1976. Atualmente, os direitos são da editora norte-americana World Wisdom Books.
A expectativa da Stella Maris é de que o livro esteja disponível em um mês, aproximadamente. Como os outros livros da editora, ele estará à venda no Brasil na Amazon, na Estante Virtual, na UmLivro e no Mercado Livre. E estará disponível em Portugal e em todo o mundo nos marketplaces da Amazon.
Lançada a biografia de Schuon em português

Frithjof Schuon, Mensageiro da Filosofia Perene, de Michael Fitzgerald, foi lançada em língua portuguesa pela Editora Stella Maris. O livro tem 350 páginas e é rico em fotografias.
“Esta biografia é séria candidata a se tornar uma obra de referência para todos os futuros estudos sobre Schuon, dada a expertise que Fitzgerald agrega ao trabalho — ele que esteve por mais de vinte e cinco anos em próxima colaboração com o biografado, particularmente nos últimos anos de vida do filósofo. De forma incansável e muito apropriada, Fitzgerald vai buscar nos livros e nos escritos inéditos um verdadeiro tesouro de citações de Schuon, oferecendo ao leitor tanto uma visão inspiradora de sua vida quanto uma introdução completa a seu pensamento e a sua sabedoria espiritual. A objetividade de Fitzgerald e o domínio que ele tem dos fatos e dos detalhes da vida do grande filósofo alemão permitem que este seja visto como ele realmente era.” (Mark Perry, para a edição inglesa)
O livro já está disponível nos marketplaces da Amazon (EUA, Canadá, Espanha, França etc). Em Portugal, pode ser adquirido via Amazon da Espanha.
No Brasil, pode ser encontrado na Estante Virtual (onde está com frete grátis no momento desta nota) e na UmLivro.
Gnose, Sabedoria Divina

A Editora Stella Maris publicou mais um livro de Frithjof Schuon: Gnose, Sabedoria Divina, até então inédito em português. O livro foi publicado originalmente em francês em 1957. A tradução para o português é de Beatriz Becker.
Continuar lendoTrês novos livros de Frithjof Schuon em português
A editora Stella Maris publicou três novos livros de Schuon em nossa língua.

O Jogo das Máscaras – Os artigos que compõem esta obra abordam os mais diversos temas de metafísica, espiritualidade tradicional, religião comparada e simbolismo. Das prerrogativas do estado humano ao significado do pecado original; da verdadeira caridade à razão de ser da inteligência; da importância da intenção correta ao sentido profundo da beleza — Schuon é notável por expor a sabedoria milenar das diversas tradições da humanidade duma forma tanto profunda quanto clara, tornando-a acessível, em sua essência, à mentalidade e aos conhecimentos das pessoas de hoje.
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Resumo de Metafísica Integral – Este livro apresenta de forma global, mas concisa, os principais aspectos da metafísica integral. Considerações sobre a Criação enquanto qualidade divina, bem como sobre a relação entre a Divindade e o mundo, são seguidos por capítulos que iluminam as características irrefutáveis da religião como tal, contrastando-a com certas falhas próprias ao exoterismo religioso. No plano das aplicações mais concretas da metafísica, dois estudos sobre o papel da emoção e sobre a impostura do psicologismo contemporâneo fazem a transição para os temas dos últimos capítulos, que são a raiz divina das virtudes e a natureza da verdadeira felicidade.
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As Pérolas do Peregrino – As múltiplas facetas da Verdade una que Schuon expôs em mais de vinte obras irradiam ao longo deste rosário de citações, provenientes, em boa parte, de textos inéditos. São reflexões curtas, belas e profundas, muitas das quais falam de aspectos simples e concretos da prática espiritual.
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“Cristo que vive em mim”

A mística cristã é “encarnação” e “crucifixão”: a santidade é como a encarnação do Verbo no corpo da Virgem, esta prefigurando a alma em estado de graça; é “Cristo que vive em mim”, como diz São Paulo; mas o ego é crucificado, ele expia as trevas do mundo, e por isso, ele “não deve resistir ao mau”; é a morte ao pecado — ao desejo idólatra — e o nascimento de Deus em nós. A crucifixão simboliza também a opressão do Intelecto pelas paixões: é Deus em nós que é o mártir de nossa decadência.
(Estações da Sabedoria, de Frithjof Schuon, capítulo “Natureza e Argumentos da Fé”.)
Carta de Schuon a Benjamin Black Elk
[Carta de Schuon a Benjamin Black Elk em Wyola, Montana, em 24 de julho de 1959. Nela, Schuon fala dos elementos essenciais da religião dos Índios.]
Nossa visita a Keystone foi inesquecível, mesmo tendo sido curta. Neste momento, gostaria de lhe escrever algumas considerações sobre o problema índio, porque é mais fácil para mim escrever do que falar em inglês. O fato de que o “homem branco” não irá nunca entender nem a alma, nem a religião dos índios não é, está claro uma questão de raça, mas uma questão de civilização. Por raça, sou um branco, e eu os entendo tão bem como um japonês ou um persa de mentalidade tradicional os entenderia; mas eu não sou um “homem branco” no sentido da “civilização moderna”, dado que eu não aceito suas ideias fundamentais de “civilização” e de “progresso”.
Continuar lendoErrata da edição de 2014 de Raízes da Condição Humana, de Schuon
O livro da editora Sapientia tinha alguns erros que estão relacionados no arquivo abaixo. A nova edição da Editora Stella Maris usa a mesma tradução, mas inteiramente revisada.
Para ver a errata, clique aqui.
Errata de uma tradução de um livro de Schuon
Eis alguns erros de tradução encontrados em O Esoterismo como Princípio e como Caminho, de Frithjof Schuon, traduzido do original francês e publicado no Brasil pela Editora Pensamento em 1985. Esta errata não é exaustiva nem sistemática, tendo sido feita com base em erros identificados durante a leitura do livro.
Continuar lendo“Raízes da Condição Humana”, nova edição
A Editora Stella Maris acaba de publicar uma nova edição de Raízes da Condição Humana, de Frithjof Schuon. Esta obra, traduzida do original francês, tinha sido publicada pela Editora Sapientia, do Brasil, em 2014. Para a nova edição, foi utilizada a mesma tradução, a qual foi contudo inteiramente revista pela editora-executiva da Stella Maris, Beatriz Becker.
O livro pode ser encontrado na Amazon, não só no Brasil, mas em muitos países. Para adquiri-lo no Brasil, basta clicar aqui. Para adquiri-lo em Portugal, clique aqui.
O livro Raízes da Condição Humana contém as seguintes seções e ensaios:
I – Princípios e Raízes
Da Inteligência
O Véu de Ísis
Problemas do Espaço-Tempo
Mahâshakti
O Enigma da Subjetividade Diversificada
Sinais do Ser, Provas de Deus
Dimensões Salvadoras
II – Perspectivas Fundamentais
O Homem em Face do Sumo Bem
Esquema da Mensagem Crística
Esquema da Mensagem Islâmica
Pilares da Sabedoria
O Duplo Discernimento
III – Dimensões Morais e Espirituais
Sombras Cósmicas e Serenidade
Virtude e Via
Do Amor
A Stella Maris iniciou também uma conta no Instagram: https://www.instagram.com/editorastellamaris/
Pôr-se diante de Deus com um coração íntegro
Todas as vezes que o homem se põe diante de Deus com um coração íntegro – ou seja, “pobre” e sem se inflar – ele se põe no solo da certeza absoluta, tanto a de Deus como a de sua salvação condicional. E é por isso que Deus nos fez dom dessa chave sobrenatural que é a prece: a fim de que nós possamos nos pôr diante dele, como no estado primordial e como “sempre e em toda parte”; ou como na Eternidade.
Dissemos: “Quando o homem se põe diante de Deus com um coração íntegro”. Isto exige implicitamente que o homem seja bonae voluntatis: não que ele não tenha jamais pecado, mas que ele viva sempre na intenção de fazer o que o aproxima de Deus, ao mesmo tempo em que se abstém do que afasta de Deus; e que ele manifeste essa intenção por seu comportamento, sem o que, precisamente, ele não poderia se pôr diante de Deus com um coração íntegro.
Tudo isto está ligado à “fé que salva”. A fé não exige que o homem ganhe sua salvação por tais ou quais obras; ela exige a prece e, como uma espécie de prolongamento desta, o cumprimento do dever, na abstenção como na ação. Esse cumprimento, quer seja habitual ou se imponha por circunstâncias particulares, encontra-se santificado pela obra por excelência, a primeira de todas, a prece; e ele participa assim, mais ou menos indiretamente conforme sua natureza, da alquimia libertadora de que a prece é o principal suporte.
Schuon, Resumo de Metafísica Integral (inédito em português), capítulo “A Religião Irrefutável”.
O homem nobre se identifica ao principial
Não é de surpreender que para o sincerismo em moda o segredo seja coisa detestável, pois, desse ponto de vista, ser sincero é não esconder nada, e esconder alguma coisa é ser desonesto ou hipócrita. Ora, por razões evidentes, o homem tem um direito natural ao segredo: ele tem o direito de não mostrar um sentimento que só diz respeito a ele e, a fortiori, uma graça espiritual; um santo pode querer dissimular se não suas virtudes, ao menos sua santidade. A sinceridade consiste, portanto, menos em se mostrar em todas as coisas tal como se é do que em não querer parecer mais do que se é; o que não se poderia censurar ao dignitário investido de uma função social ou espiritual, pois suas atitudes normativas se referem ao princípio que ele representa, não à sua individualidade.
Para a mentalidade “de nosso tempo”, ao contrário, a sinceridade é a vulgaridade, e inversamente; o que pressupõe a opinião de que o homem é normalmente vulgar; assim, a vulgaridade tornou-se quase oficial. No entanto, a dignidade está ligada à piedade, ao amor tanto quanto ao temor; mesmo o pecador tem direito à dignidade visível, ou seja, ela se impõe a ele porque ele é homem “feito à imagem de Deus”, apesar de sua insuficiência ou de sua traição. Por certo, há homens perversos que afetam maneiras dignas — impostores, por exemplo —, mas eles o fazem por falsas razões, portanto por hipocrisia; a verdadeira dignidade não poderia ser afetada, ela é sincera por definição. O homem é nobre na medida em que ele se identifica com o principial e, portanto, com o necessário; com o arquétipo, não com o acaso.
Schuon, O Jogo das Máscaras (inédito em português), capítulo “Da Intenção”.






