Arquivo do autor:Alberto Queiroz

O estado material é um grão de poeira

“O estado material se estende à nossa volta e se perde nos abismos do espaço; e, no entanto, esse espaço, com suas galáxias e suas metagaláxias, ou com seus bilhões de anos-luz, não é senão um grão de poeira em comparação com o estado anímico, que o envolve e o contém, mas não espacialmente, está claro. O estado anímico, por sua vez, não é senão uma parcela ínfima em relação à manifestação supraformal ou celeste; e esta não é nada em relação ao Princípio.”

Frithjof Schuon, Forme et Substance dans les Religions, Dervy-Livres, Paris, 1975, página 67.

O jagadguru de Kanchipuram e os sacramentos cristãos

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Jagadguru Chandrashekarendra Saraswati Swamigal

por Mateus Soares de Azevedo

Segundo a doutrina católica (e também da Igreja Ortodoxa), sete são os sacramentos (“signos visíveis de uma influência espiritual invisível”, segundo Santo Agostinho):

  1. Batismo
  2. Crisma (ou confirmação)
  3. Confissão (ou penitência)
  4. Eucaristia
  5. Matrimônio
  6. Ordenação sacerdotal
  7. Extrema-Unção (ou unção dos enfermos).

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Uma descrição do pacto iniciático sufi

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“Este rito, que tem inegável suporte na Escritura, é hoje a forma comum de se ligar a um mestre e à sua via espiritual. Ele re-efetua o pacto feito no começo dos tempos entre Deus e a humanidade (Alcorão, 7:172). De uma maneira mais tangível, este rito renova o compromisso contraído pelos Companheiros com o Profeta, em Hudaybiyya: Continuar lendo

A indiferença é a marca da Queda

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Tendo fechado ele próprio o seu acesso ao Céu e tendo repetido diversas vezes — e em marcos mais restritos — a queda inicial, o homem terminou por perder a intuição de tudo o que o supera e, junto a isso, ele se tornou inferior à sua própria natureza, pois só se pode ser plenamente homem por Deus, e a terra só é bela por sua ligação com o Céu. Mesmo se o homem ainda é crente, ele cada vez mais esquece o que a religião no fundo é: ele se espanta com as calamidades deste mundo, sem imaginar que elas podem ser graças, pois elas rasgam — como a morte — o véu da ilusão terrestre e permitem, assim, “morrer antes de morrer”, portanto, vencer a morte. Continuar lendo