A sexualidade deve englobar a devoção e a verdade

Krishna Radha

Em ambiente cristão, a sexualidade em si, portanto isolada de todo contexto que a distorça, é carregada facilmente com o opróbrio da “bestialidade”, enquanto que na realidade nada do que é humano é bestial por sua natureza; é por isso que somos homens e não animais. Contudo, para escapar à animalidade da qual participamos é preciso que nossas atitudes sejam integralmente humanas, ou seja, conformes à norma que nos impõe nossa deiformidade; elas devem englobar nossa alma e nosso espírito, ou, em outros termos, a devoção e a verdade. De resto, só é bestial a paixão cega do homem caído, não a sexualidade inocente dos animais; quando o homem se reduz a sua animalidade, ele se torna pior do que os animais, que não traem nenhuma vocação e não violam nenhuma norma.

Frithjof Schuon, L’Ésotérisme comme principe et comme voie, Dervy-Livres, Paris, 1978, p. 126.

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