
Frequentemente interpretou-se de forma equivocada a prova ontológica de Deus — formulada por Santo Agostinho e desenvolvida por Santo Anselmo —, e isso desde a Idade Média.
Na realidade, ela não significa que Deus é real porque pode-se concebê-lo, mas, ao contrário, que pode-se concebê-lo porque ele é real: ou seja, que a realidade de Deus tem por efeito, para nossa faculdade intelectiva, a certeza em relação a ela e, para nossa faculdade racional, a possibilidade de conceber o Absoluto.
E é precisamente esta possibilidade da razão — e a fortiori a intuição pré-racional do intelecto — que constitui a prerrogativa característica do homem.
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