Arquivo mensal: janeiro 2016

Dois anos

Esta publicação fez dois anos em dezembro, e vai atingindo 15 mil vistas de página.

Que o Céu permita que seja útil a muitos.

Para marcar a data, trazemos a pintura acima, de autoria de Frithjof Schuon.

E o seguinte trecho do autor:

“Eu sou eu mesmo, não um outro; e eu estou aqui, da forma como estou; e isto se passa agora, forçosamente. Que devo fazer? A primeira coisa que se impõe, e a única que se impõe de forma absoluta, é minha relação com Deus. Eu me lembro de Deus, e nessa e por essa lembrança tudo está bem, porque é a lembrança de Deus. Tudo o mais está em Suas Mãos.”

A feminilidade

indians20

“A mulher, sintetizando a natureza virgem, o santuário e a companhia espiritual, é para o homem o que há de mais digno de amor; ela é, sob certo aspecto, a projeção da Interioridade misericordiosa na exterioridade árida; ela assume, sob o aspecto em questão, uma função sacramental ou quase divina.” (Frithjof Schuon, Logique et Transcendance, p.215; pintura do autor.)

* * *

“La femme, synthétisant la nature vierge, le sanctuaire et la compagnie spirituelle, est ce qu’il y a pour l’homme de plus aimable, elle est sous un certain rapport la projection de l’Intériorité miséricordieuse dans l’extériorité aride ; elle assume, sous le rapport envisagé, une fonction sacramentelle ou quasiment divine.” (Frithjof Schuon, Logique et Transcendance, p.215)

 

Ligação com o mundo

O homem sábio, o homem nobre:
ambos deveriam se encontrar em toda alma.
O sábio olha para o Interior, para o Ser;
o nobre deve se ligar ao mundo.

Pois, quer queiramos, quer não,
vivemos neste mundo e entre outros seres —
Somos parentes, devemos ler nosso eu
também no si-mesmo de outros homens.

A sabedoria habita também em Mâyâ — em nossa alma;
E a nobreza está no Espírito, que vê Âtmâ.

* * *

Der weise Mensch, der edle Mensch: sie beide
Sollten in jeder Seele sich befinden.
Der Weise schaut nach Innen, nach dem Sein;
Der Edle muss sich mit der Welt verbinden.

Denn ob wir wollen oder nicht, wir leben
In dieser Welt und unter andern Wesen —
Wir sind Verwandte, müssen unser Ich
Auch in der Selbstheit andrer Menschen lesen.

Weisheit wohnt auch in Māyā — im Gemüt;
Und Adel ist im Geist, der Ātmā sieht.

[Poema alemão de Frithjof Schuon, traduzido para o português]

Correções

Por sugestão do amigo Nuno Almeida, de Portugal, a quem agradecemos, alteramos a tradução de biais, na página 33, de “desvio” para “viés”, acrescentando uma nota explicativa.

Parece-nos claro o que o autor quer dizer: o Cristianismo “não é deste mundo” e, portanto, não vê as coisas deste mundo em sua integralidade humana, como vê o Islã; sua perspectiva é outra. O casamento, na perspectiva do “humano integral”, é normal em si, mas não na do Cristianismo, o qual então recorre a uma “sacramentalização” do casamento para que esteja a par com sua perspectiva própria.

A palavra “desvio”, como notou Nuno Almeida, poderia ser vista de forma negativa ou pejorativa. O original, biais, tem o sentido de “obliquidade” e de “solução de um problema”.

Em leitura com outro amigo, Fernando Borgomoni, do capítulo “Escatologia universal”, notamos também dois pequenos erros:

Na nota 87, na página 47, em vez de “nos somos”, deve-se ler “nós somos”;

No último parágrafo desse capítulo, na página 49, onde se lê “tempo de Delfos”, deve-se ler “templo de Delfos”.

Fizemos as modificações no PDF, mas alertamos o leitor que a numeração de página mudou. Na nova edição, corrigida, essas passagens estarão em outras páginas.

Fizemos também as modificações nos arquivos web.

Sugestões de correções por parte de nossos leitores são bem-vindas.