“O que dizemos”

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“Nós dizemos que há uma Realidade absoluta, transcendente, não perceptível pelos sentidos, além do espaço e do tempo; mas cognoscível pelo Intelecto puro, pelo qual ela se torna presente; uma Realidade que, sem sofrer jamais a menor mudança, dado que ela é incondicional, dá lugar — em razão de sua própria Infinitude — a uma dimensão de contingência ou de relatividade a fim de poder realizar o mistério de sua irradiação. Pois ‘é da natureza do Bem querer se comunicar’: ou seja, Deus quer ser conhecido não somente em si mesmo, mas também ‘desde fora’ e a partir de ‘outro que não ele’; é a própria substância da Onipossibilidade divina.

“É isso o que dizemos, ou lembramos, a priori. Nós o dizemos não somente porque nisso acreditemos, mas porque o sabemos, e nós o sabemos porque nós o somos. Nós o somos em nosso Intelecto transpessoal, o qual veicula intrinsecamente a Presença imanente do Real absoluto, e sem o qual não seríamos homens.”

(Frithjof Schuon, texto inédito)

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