
É natural e plausível que toda aspiração elevada exija uma qualificação correspondente, na própria medida em que ela incita o homem a se superar. A aptidão espiritual proporcional à gnose exige, para ser completa, não somente uma qualificação intelectual, que é a capacidade de discernimento, de penetração e de aprofundamento, mas também uma qualificação moral, que é a tendência à interiorização e que implica as virtudes fundamentais.
No esoterismo concreto, o dos Sufis, por exemplo, não constatamos em parte alguma uma predominância da exigência intelectual sobre a exigência moral, muito ao contrário: a contemplatividade interiorizante acompanhada das virtudes tem, em média, mais peso do que a inteligência discriminativa.
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