Um parágrafo sobre os limites da ciência

“A lógica pura e simples é só muito indiretamente uma maneira de conhecer; ela é antes de tudo a arte de combinar dados verdadeiros ou falsos, segundo uma certa necessidade de causalidade e nos limites de uma certa imaginação, de modo que um raciocínio aparentemente impecável pode ser errôneo em função da falsidade de suas premissas; estas dependem, normalmente, não da razão ou da experiência, mas da inteligência pura, e isto na própria medida em que a coisa a conhecer é de uma ordem elevada. Não é a exatidão da ciência que censuramos, longe disso, mas o nível exclusivo dessa exatidão, o qual a torna inadequada e inoperante; o homem pode medir uma distância com seus passos, mas ele não poderia ver com seus pés, se podemos nos exprimir assim. A metafísica e o simbolismo, os únicos a fornecer as chaves decisivas para o conhecimento das realidades suprassensíveis, são na realidade ciência altamente exatas — de uma exatidão que supera em muito a dos fatos físicos —, mas essas ciências escapam à ratio por si mesma e aos métodos que ela inspira de uma forma quase exclusiva.”

Frithjof Schuon, Images de l’Esprit – Shintô, Bouddhisme, Yoga, Le Courrier du Livre, Paris, 1982.

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