Frithjof Schuon e René Guénon

René Guénon e Frithjof Schuon

Offriamo qui un saggio di Martin Lings su Schuon e Guénon tradotto in italiano.

“Il nome di Schuon precede, nel titolo dell’articolo, quello di Guénon vi­sto che si tratterà principalmente del primo; infatti abbiamo già dedicato un saggio soltanto a Guénon. Ma in teoria il loro messaggio non è che una sola e medesima cosa. Il tema essenziale delle loro opere è l’esoterismo, ossia l’aspetto interno della religione che Cristo ha riassunto dicendo ‘il Regno di Dio è dentro di voi’, o ‘cercate e troverete; bussate e vi sarà aperto’.”

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Ensaio de Schuon: “Da Cruz”

Publicamos hoje ensaio inédito em português, traduzido por Beatriz Becker. Eis um trecho dele:

O centro da cruz, ali onde as duas dimensões se cruzam, é o mistério do abandono: é o “momento espiritual” onde a alma se perde a si mesma, onde ela “não mais é” e onde ela “ainda não é”. Como toda a Paixão do Cristo, esse grito é, não apenas um mistério de dor ao qual o homem deve participar pela renúncia, mas também, ao contrário, uma “abertura” que só Deus podia operar, e que ele operou porque ele era Deus; e é por isso que “meu jugo é suave e meu fardo, leve”. A vitória que incumbe ao homem já foi levada por Jesus; ao homem não resta mais que abrir-se a essa vitória, que será a sua.

Para ir ao ensaio, clique aqui.

La Majestat de Batlló – foto por Roger Ferrer Ibáñez from Vilassar de Mar, Spain / CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0)

Toda sanção divina é a inversão de uma inversão

O que dissemos das sanções divinas e de sua raiz na natureza humana ou no estado de desequilíbrio desta aplica-se também, do ponto de vista das causas profundas, às calamidades deste mundo e à morte: tanto esta como aquelas se explicam pela necessidade de um choque de retorno depois de uma ruptura de equilíbrio. (…)

Toda sanção divina é a inversão de uma inversão. (…)

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"Dedica tua mente a Brahman… a morte não te destruirá."

Srî Ramana Maharshi (1879-1950)

O santo Vasishta disse:

“Uma vez pedi ao santo sábio Bhushunda que nos dissesse como foi capaz de escapar das mãos da Morte, quando todos os outros seres no mundo estão fadados a serem esmagados por suas mandíbulas que tudo devoram.

Bhushunda disse:

‘Senhor, tu que sabes todas as coisas vem então perguntar a mim o que sabes tão bem? Tal ordem do Mestre encoraja seu servo a falar quando este, caso contrário, teria refreado sua língua.

‘A morte não destruirá aquele que não adorna seu corpo com as joias de seus viciosos desejos, como um bandido não mata um viajante que não tem uma preciosa corrente de ouro em volta de seu pescoço.

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Platonici e Cristiani

Per i Platonici — nel senso più ampio — il ritorno a Dio è dato dal fatto dell’esistenza: il nostro essere stesso offre la via del ritorno, poichè questo essere è di natura divina, altrimenti non sarebbe niente; bisogna pertanto ritornare, attraverso gli strati della nostra realtà ontologica, fino alla Sostanza pura, che è una; così diventiamo perfettamente “noi stessi”.

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L’uomo è come sospeso tra il Cielo e la terra

L’uomo è come sospeso tra il Cielo e la terra, o tra il Principio e la manifetazione universale, cosa che lo destina a vivere in due dimensioni: da un canto ha in modo esistenziale il diritto di fare l’esperienza dei doni della natura, diversamente la condizione umana terrestre non avrebbe contenuto positivo; ma dall’altro ha il dovere spirituale di rinunciare all’eccesso, se no perderebbe la sua relazione con la dimensione celeste e pertanto la sua salvezza. Ciò significa che l’uomo può, e deve, essere a un tempo “orizzontale” e “verticale”, l’antinomia che ne consegue è lo scotto dello stato umano, porta dell’immortalità beata.

Quindi, al contrario de un idealismo soltanto ascetico per il quale il solo principio sacrificale è spiritualmente efficace, la dimensione celeste è pure nella nobiltà e profondità della nostra maniera di percepire e assimilare i fenomeni positivi; questa prospettiva trova la sua giustificazione nella trasparenza metafisica dei simboli e nel mistero d’immanenza, e altrettanto nella deiformità innata dello spirito umano. Ma, essendo, sulla terra, non possiamo uscire dalle limitazioni della condizione terrestre: se è vero che il mondo manifesta il Cielo, in pari tempo se ne allontana; non possiamo sfuggire a tale ambiguità della creazione.


Frithjof Schuon, La Trasfigurazione dell’Uomo, Edizioni Mediterranee, Roma, 2016, p. 87.

Verdade e fé

A verdade é estática, enquanto a fé é dinâmica (…)

O equilíbrio entre a verdade e a fé é análogo àquele entre a doutrina e o método, ou entre a mente e a alma; a mente bem disposta admite abstratamente a verdade, mas falta muito para que a alma a admita concretamente na mesma proporção ou segundo o mesmo ritmo; é à alma, bem mais que à mente, que se dirigem estas palavras: “Bem-aventurados aqueles que não viram, mas mesmo assim acreditaram.”

A fé é, antes mesmo de seus conteúdos particulares, nossa disposição para crer divinamente possível o que humanamente não o é.


Frithjof Schuon, Logique et Transcendance, Les Éditions Traditionnelles, 1970, cap. 7. Tradução de um colaborador.

Foto: Sacerdotes balineses com rosários e sinos de oração em cerimônia religiosa. Imagem de domínio público colhida na Wikimedia Commons. Para acessar o arquivo original, clique aqui.

C’è una Realtà assoluta, conoscibile col puro Intelletto

Diciamo che c’è una Realtà assoluta, trascendente, non percepibile dai sensi, oltre lo spazio e il tempo; conoscibile però col puro Intelletto, mediante il quale essa si rende presente; una Realtà che, senza mai subire il minimo cambiamento, essendo incondizionata, origina — proprio per la sua Infinitudine — una dimensione di contingenza, o di relatività, per poter realizzare il mistero del suo irradiamento. Considerato che “è nella natura del Bene volersi comunicare”, Dio vuol essere conosciuto non solo in Se stesso, bensì pure “dall’esterno” e a principiare da un “altro da Lui”; è la sostanza medesima della Possibilità divina.

Questo diciamo, o ricordiamo, a priori. Lo diciamo non perché lo crediamo soltanto, ma perché lo sappiamo, e lo sappiamo giacché lo siamo. Lo siamo nel nostro Intelletto transpersonale, che diffonde in maniera intrinseca la Presenza immanente della Realtà, e in mancanza del quale non saremmo uomini.

[Frithjof Schuon, La Trasfigurazione dell’Uomo, Edizioni Mediterranee, Roma, 2016, pp. 65 e 66.]

Criticar os outros exige sempre a humildade e a caridade

“A facilidade de criticar os outros pressupõe no homem uma certa cegueira em relação ao seu próprio estado, mas ao mesmo tempo ela também provoca essa cegueira, pelo efeito da reação concordante inevitável.

“Quem é obrigado a criticar pela força das coisas, ou seja, em função da verdade, deve se mostrar tanto mais humilde e caridoso, e capaz de penetrar o bem secreto das criaturas.”

Frithjof Schuon, Perspectives spirituelles et faits humains, Édition Maisonneuve & Larose, Paris, 1989, p. 260.


Neste texto de Schuon, é importante notar o importante ensinamento de que a crítica fácil também provoca a cegueira quanto a si mesmo— ou seja, é consequência, mas também causa, num círculo vicioso.

L’uomo è per intero se stesso solo superandosi

“Quando parliamo dell’uomo pensiamo anzitutto alla natura umana in se stessa, ossia in quanto si distingue da quella animale. La natura specificamente umana è fatta di centralità e di totalità e, perciò, d’oggettività, questa essendo la capacità d’uscire da se medesimi e quella di concepire l’assoluto. In primis oggettività dell’intelligenza: capacità di vedere le cose quali sono in sé; dopo oggettività della volontà, donde il libero arbitrio; e infine oggetività del sentimento, o dell’anima se si preferisce: capacità di carità, d’amore disinteressato, di compassione. Noblesse oblige: il ‘miracolo umano’ deve avere una ragion d’essere proporzionata alla sua natura e questo predestina — o condanna — l’uomo a superarsi; l’uomo è per intero se stesso solo superandosi. Paradossalmente soltanto trascendendosi l’uomo si colloca sul proprio piano; nello stesso modo quando rifiuta di trascendersi si pone sotto all’animale che — con la sua forma e la sua maniera di contemplatività passiva — partecipa in modo adeguato e innocente a un archetipo celeste; in una certa visuale l’animale nobile è superiore all’uomo vile.”

Frithjof Schuon, Il Senso dell’Assoluto, Edizioni Mediterranee, Roma, 2018, p. 43.

Foto: Sri Anandamayi Ma (1896 – 1982)

50 mil acessos e uma nota já publicada

FS

Este website fez seis anos e completou agora 50 mil acessos, com mais de cem notas (posts) publicadas, três livros online, uma entrevista, vários ensaios e outros recursos.

Em 2019 produzimos menos e tivemos também um número menor de acessos, mais de 7 mil, contra mais de 11 mil em 2018. Mesmo assim, estamos satisfeitos com o que pôde ser feito e agradecemos a Deus por ter-nos permitido continuar com este trabalho.

O que importa — ensinam-nos Schuon, Guénon, Burckhardt e todos os grandes mestres — não é a quantidade, mas a qualidade. Se uma palavra de uma só nota desta publicação tiver ajudado concretamente uma pessoa a aproximar-se mais de Deus e a renovar sua compreensão e sua fé, já estaremos muito felizes.

Mas sabemos que mais de uma pessoa encontrou aqui algo que a ajudou, em algum momento, em alguma medida, em seu esforço espiritual. A Deus o louvor — e continuemos o trabalho.

Falando em esforço, ocorre-nos repetir aqui um excerto dos escritos de Schuon que já foi objeto de uma nota anterior:

“Na realidade, o que separa o homem da Realidade divina é uma barreira mínima: Deus está infinitamente próximo do homem, mas este está infinitamente longe de Deus. Esta barreira, para o homem, é uma montanha; o homem se põe diante de uma montanha que ele deve desfazer com suas próprias mãos. Ele cava a terra, mas em vão, a montanha continua ali; o homem, entretanto, continua a cavar, em nome de Deus. E a montanha se desvanece. Ela jamais existiu.”

(Frithjof Schuon, Les Perles du Pèlerin)

 


Foto: Frithjof Schuon num bosque perto de sua casa em Bloomington, Indiana (EUA).

Silêncio em Deus

Santa Gemma Galgani

Silêncio em Deus — sem fim poderia celebrar-te em mim.
Como a beleza ao amor leva, assim a ventura do amor me trazes —
Mesmo se nenhum’outra alegria me restasse.

Silêncio em Deus — eis que sempre tornas a mim;
E meu coração, incansável, te canta. Como em minh’alma
As graças dia a dia ressoam, por Deus dadas.


[Poema alemão de Frithjof Schuon traduzido e ligeiramente adaptado. A foto é de Gemma Galgani (1878-1903), santa e mística italiana.]

Um ano abençoado a todos os leitores.

Um novo livro online de Frithjof Schuon para o Natal

Early-Fanous-Virgin

Temos a alegria de, neste Natal, trazer ao leitor de língua portuguesa um livro de Frithjof Schuon que já se esgotou em papel, Raízes da Condição Humana, traduzido do original francês.

O livro começa com um belíssimo capítulo que explica o que é a inteligência. Outros capítulos discutem os limites da ciência, o conceito do Princípio Feminino supremo, o amor etc. Continuar lendo

O estado material é um grão de poeira

“O estado material se estende à nossa volta e se perde nos abismos do espaço; e, no entanto, esse espaço, com suas galáxias e suas metagaláxias, ou com seus bilhões de anos-luz, não é senão um grão de poeira em comparação com o estado anímico, que o envolve e o contém, mas não espacialmente, está claro. O estado anímico, por sua vez, não é senão uma parcela ínfima em relação à manifestação supraformal ou celeste; e esta não é nada em relação ao Princípio.”

Frithjof Schuon, Forme et Substance dans les Religions, Dervy-Livres, Paris, 1975, página 67.