“…Antigamente, o príncipe das trevas combatia as religiões sobretudo desde fora, fazendo-se abstração da natureza pecadora dos homens; em nossa época, ele acrescenta a essa luta um estratagema novo, ao menos quanto à ênfase, o qual consiste em se apoderar das religiões desde dentro, e ele em grande parte já o conseguiu, tanto nos mundos do Judaísmo e do Cristianismo quanto no do Islã. Isso nem lhe é difícil — o uso de artimanhas seria quase um luxo inútil —, dada a prodigiosa falta de discernimento que caracteriza a humanidade de nossa época; uma humanidade que tende cada vez mais a substituir a inteligência pela psicologia e o objetivo pelo subjetivo, e mesmo a verdade por ‘nosso tempo’.”
Frithjof Schuon, Christianisme/Islam, Visions d’Oecuménisme ésotérique, Arché-Milano, 1981, p.78. Note-se que estas linhas foram escritas há mais de 35 anos.




